| sexta-feira, 29 de outubro de 2010 | 0 comentários |

Se eu pudesse voltar no tempo para o lugar que minha alma, toda sozinha lá, derramaria lágrimas sozinhas. Mas eu não quero saber agora, porque sabendo que você não vai mudar uma coisa sequer. Mas houve uma época. Não quis saber de tudo e eu não quero saber agora. Sim, houve uma época. não quis saber de tudo e eu não quero saber agora. Oh, eu faria qualquer coisa por você. Houve uma época em que eu faria qualquer coisa por você.

Guns N' Roses
| quinta-feira, 21 de outubro de 2010 | 0 comentários |

Eu acredito nas casualidades, nos encontros, nas passagens.
Nas conversas que temos, nas músicas que cantamos. No que somos e nunca deixamos de ser.
Eu acredito que podemos ser muito fortes, muito mais. Podemos ser como todos, e o tudo pode ser capaz.
Eu quero suas mãos, suas ideias e defeitos, que me ensine o seu jeito, enquanto aprende o meu.
Quero que faça sentido, que seja proibido, mas que entre nós todos não exista lei.
Quero ser tudo que tem graça, que tem gosto e da pra sentir.
Quero o que mais me da vontade, e quero vontade pra prosseguir.
Quero voar, mergulhar, morrer e matar a vontade de querer.

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fotos: @pecesiqueira
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E quando eu gritava e gritava pra fazer o mundo ouvir
Eu escutava uma voz sussurrando para eu não desistir
"Siga a sua vontade, você já sabe aonde ir;
Não há mais nada no caminho que possa te impedir."

Eu fui embora e te deixei sonhando
Eu fiquei planejando como retornar
Eu sigo em frente, eu sigo caminhando
Eu sigo esperando a hora de voltar.

Hey Monday - I Don't Wanna Dance (Official Music Video)

| segunda-feira, 11 de outubro de 2010 | 0 comentários |
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    Eu havia sumido, eu sei. Estava sem tempo para continuar... Minhas asas, elas estavam tão cansadas que meu corpo inteiro acabou se desgastando. Acabei percebendo que a vida segue, e não importa se eu continue ou pare de voar. A vida sempre acaba me levando aonde não quero ir. Felizmente ou infelizmente, eu continuo voando a partir de agora. E espero que o peso do mundo não me faça ter medo, os seres humanos me dão medo, a vida é bonita, mas a vida me dá medo. A vida parece ser muito mais bonita quando ficamos só apoiados em uma janela observando as coisas acontecerem. Foda é viver. Conseguir chegar onde se quer chegar. Ok, estou tentando parar de falar de coisas que não sei ao certo o que são. Talvez você me olhe como uma simples borboleta, mas eu enxergo as coisas com realidade demais, ou simplesmente realidade.
      Nesse tempo em que estive fora, me senti tão sozinha que nem parecia que eu sabia voar. Não parecia nem que eu era livre. Mas felizmente, eu sou. Livre pra viver, mas também pra sofrer. Mas estou feliz, ao menos por ainda respirar. Espero que você ainda queira voar comigo.

Rage Against the Machine faz o melhor show do primeiro dia de SWU

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Mesmo com tumulto e problemas técnicos, norte-americanos fizeram apresentação energética, caótica e barulhenta no festival

A espera valeu a pena: o Rage Against the Machine fez um grande show no festival SWU Music & Arts, em Itu, interior de São Paulo. Headliners da primeira noite da maratona musical (que continua no domingo, 10, e na segunda, 11), os norte-americanos lidaram com diversos problemas - do som à tentativa de invasão da área Vip - mas conseguiram fazer aquela que foi a melhor e mais energética apresentação da noite.

Idolatrados por uma legião de roqueiros que, engajados como a banda ou não, se identificam de alguma forma com as letras de protesto, os integrantes subiram ao palco às 22h20, 15 minutos depois do previsto. Quando as luzes se apagaram e a estrela vermelha, símbolo do grupo, surgiu no telão ao fundo do palco, ao som de uma sirene, a banda iniciou os acordes de "Testify", do terceiro e último disco de inéditas da carreira, Battle of Los Angeles, de 1999. Mesmo depois de a banda ter se separado e de tanto tempo sem inéditas, o show não perde força: a guitarra de Tom Morello é a síntese da desorganização/caos urbano, enquanto que o baixo de Tim Commerford é uma bomba constante nos ouvidos.

Ao menos quando as caixas funcionam. Durante dois momentos do show, o som simplesmente parou de funcionar - enquanto a banda, com as caixas e os fones de retorno, não percebeu o problema e seguiu tocando como se nada estivesse acontecendo. Uma falha inadmissível para um festival deste porte, ainda mais na principal atração da noite. Na segunda parada, que durou cerca de três minutos, o público vaiou e bradou palavrões destinados ao SWU, antes que o vocalista Zack de La Rocha voltasse fazendo versos freestyle até que o som se ajeitasse. Mas não foi só: depois da música "Know Your Enemy", o show teve de ser paralisado por conta da pressão do público da pista normal sobre as grades da pista Vip.

Um dos alambrados que separava parte da pista geral, localizado na porção do lado direito do espaço, caiu. De acordo com o bombeiro Marcelo Silva, o ocorrido se deu devido ao excesso de gente na área e ao consequente "empurra-empurra". O público que se encontrava na frente da divisória começou a recuar e a estrutura não aguentou. A queda da grade de ferro feriu algumas pessoas, que foram encaminhadas aos postos médicos situados nas extremidades da arena. Ainda não foi divulgado pela organização o número oficial de feridos, mas estima-se, após pesquisa em quatro tendas médicas, que cerca de 30 pessoas acabaram se machucando.

A paralização durou cerca de cinco minutos - depois, o grupo voltou com "Bulls On Parade". Dedicando "People of the Sun" para "o povo corajoso do MST", pedindo punhos fechados para o alto e dizendo obrigado em português, Zack fez rap, cantou e deixou a mensagem de "ódio ao sistema" que é o cerne da banda. A fúria das letras sai em forma de pulos do público, que, como um só corpo, foi abaixo com faixas como "Guerrilla Radio" e "Bullet in the Head", enquanto Morello, Commeford e De La Rocha pulavam e batiam os pés como loucos tentando escapar de uma camisa de força.

Mas nada se compara à vibração do local durante a execução da última música do setlist, no bis. "Killing in the Name", talvez o maior hit da banda, levou a uma espécie de catarse geral. O show terminou às 23h45 - deixando o público, que liberou todos os demônios ao som pesado (e, por vezes, perturbador) da banda, descansar para o segundo dia de shows, do qual farão parte Joss Stone, Sublime With Rome e Kings of Leon, entre outros.

The Mars Volta no SWU

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Experimentalismo do grupo encerrou as atividades no palco Água no último sábado,

O Mars Volta foi a última atração a subir ao palco Água do SWU no último sábado, 9, quando mostrou para o público do festival sua música experimental.

A banda não falou muito, tocou uma faixa após a outra sem dirigir um "oi" sequer para a plateia presente. Mas o vocalista tem seu próprio jeito de interagir com os presentes - além da música, claro. O performático Cedric Bixler Zavala preferiu se comunicar fazendo caras e bocas contemplativas enquanto soltava seus agudos berros e, na hora que a música pedia, girava o microfone, pulava e dançava, parecendo se esforçar para estar em todos os cantos do palco ao mesmo tempo.

O outro fundador do Mars Volta, o guitarrista Omar Rodríguez-López, acompanhou tudo com uma coreografia bem sincronizada, formando uma dinâmica bastante harmônica entre os dois, que mostraram disposição nas suas expressões corporais.

As longas canções do Mars Volta passeiam pelo lento, acelerado, pesado e contemplativo. Enfim, são cheias de altos e baixos. O público acompanhou o ritmo agindo ora de maneira introspectiva, ora fazendo as tradicionais rodas de pogo. O momento em que os presentes pareceram entrar mais na "piração musical" do Mars Volta foi durante a execução de "Goliath", que integra o álbumThe Bedlam in Goliath, de 2008.

No final, parte do público aproveitou a oportunidade que o nome da banda proporciona de gerar um duplo sentido e gritou "volta, volta" enquanto os artistas deixavam o palco. Nem mesmo ao se despedir e agradecer Cedric usou sua poderosa voz para falar, limitou-se a acenar com a mão. Mas ter usado seu poder de comunicação vocal cantando foi o suficiente para os fãs.






Kings of Leon fecha o segundo dia de SWU

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Banda faz bom show, mas tem recepção morna do público na Arena Maeda



"Vocês estão lindos aqui de cima [do palco], muito obrigado por estarem aqui", diz Caleb Followill, do Kings of Leon. Diante de um público de mais de 50 mil pessoas no segundo dia do festival SWU, que acontece em Itu, o vocalista dos headliners da noite se mostrou simpático - mesmo que a plateia parecesse conhecer apenas hits do penúltimo disco da banda, o premiado Only By the Night(2008). O grupo, formado em família (Caleb, o baterista Nathan e o baxista Jared são irmãos; Matthew, o guitarrista, é primo dos três), começou o show às 23h, no palco Água, com "Crawl". Já no começo da apresentação era possível perceber que o palco do Kings of Leon foi o mais bem adornado até o momento: ao fundo, atrás dos integrantes, dezenas de holofotes piscavam de acordo com a música (no entanto, os telões, a pedido da banda, exibiram imagens em preto e branco). Ainda na segunda faixa, "Molly's Chambers", primeiro grande hit do quarteto, o som dos instrumentos parecia abafado - o que, mais adiante, seria solucionado. O setlist do show teve músicas de todos os discos do quarteto, incluindo duas ("Mary" e "Radioactive") do ainda inédito Come Around Sundown, que chega às lojas esta semana. Das 20 músicas tocadas em 1h30, oito foram de Only By the Night, o álbum mais famoso da banda. No entanto, apesar de lotar a Arena Maeda, o público não parecia familiarizado com o repertório do KoL, à exceção de um ou outro single e de "Sex On Fire" e "Use Somebody", cantadas em coro. Esta última, apresentada no bis, foi o atestado de que a plateia não era composta por grandes fãs: ao final da música, muita gente saiu da pista Premium, enquanto a banda ainda tocava "Black Thumbnail". E antes do bis, a massa nem sequer gritou pela volta dos integrantes ao palco, como de costume. Mesmo com a falta de "calor" do público, o Kings of Leon fez um show intenso, em especial devido aos vocais apaixonados de Caleb, que soam ainda mais rasgados ao vivo. No palco, os Followill quase não interagem uns com os outros, ficando absortos em suas funções. Nathan, vestido com uma camiseta do Nirvana, faz boa parte dos backing vocals, enquanto Jared, o baixista, mostra animação, mas mantém a pose de galã. Caleb e Matthew se revezam nos solos, mas o guitarrista tem seus momentos de destaque, como em "Closer", em que toca trechos com a boca. Antes de apresentar "Back Down South" (uma referência à terra natal do grupo, no Tennessee, e ao southern rock), Caleb mais uma vez falou com o povo no Arena. "Hoje vamos festejar muito, e amanhã voltamos para casa. Queríamos que vocês soubessem o quanto nos divertimos aqui", afirmou. "Queríamos poder ficar mais. Quem sabe no ano que vem vocês nos convidam novamente." Se isso acontecer, talvez seja melhor que seja em uma casa de shows, para uma plateia que realmente conheça a banda.

VERGONHA ALHEIA DO MÊS

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